A Receita está intensificando a fiscalização. Como manter sua segurança fiscal?
- Avancce Contábil

- 7 de jun. de 2017
- 3 min de leitura

Olá , acompanhe meu raciocínio:
No início do ano, a Receita Federal do Brasil divulgou que a expectativa de lançamento com as autuações em 2017 é de R$ 143,4 bilhões. A previsão se baseou nos procedimentos de seleção de sujeitos passivos executados em 2016. Para atingir a meta, o Fisco tem na mira 14.308 contribuintes com indícios de irregularidade.
O montante de crédito tributário alcançou o valor de R$ 121,66 bilhões em 2016. Quando avaliamos a estratégia plurianual da Fiscalização dos últimos 4 anos com o período imediatamente anterior, verifica-se um crescimento de 48,67% nas autuações da RFB.
Em 2016, o resultado financeiro indireto da Fiscalização, que é a própria arrecadação espontânea (ou induzida), pela percepção do risco sobre o não cumprimento da norma tributária, foi de R$ 1.289.904 milhões.
Os valores médios das autuações efetuadas pela Fiscalização da RFB vêm aumentando de forma consistente ao longo dos últimos anos, sendo R$ 6.243.238,14 em 2012; R$ 9.073.115,50 em 2013; R$ 8.682.090,09 em 2014; R$ 12.418.417,46 em 2015 e R$ 13.073.715,76 em 2016.
No entanto, com a queda na previsão de crescimento da economia brasileira neste ano devido ao agravamento da crise política, a equipe de economia do governo tem buscado alternativas mais severas para aumentar a arrecadação.
Para se ter uma ideia, de acordo com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, a economia brasileira cresceu entre 0,7% e 0,8% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2016. Mas o ano passado fechou com recuo de 3,6%, após um tombo de 3,8% em 2015.
Além da queda no recolhimento de impostos e tributos, as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Temer como as principais medidas para sanear contas públicas enfrentam a pressão da oposição no Congresso, bem como a revolta popular.
Diante de um clima instável e imprevisível como este e com o fato da economia não ter reagido tão rapidamente quanto projetavam o governo e o mercado há um ano, a Receita só tem uma alternativa: apertar o cerco para combater duramente a sonegação fiscal. Essa é a única medida que independe de clima político ou econômico.
O Fisco já vem demonstrando sua eficiência ao melhorar, por exemplo, a qualidade da seleção de contribuintes, a detecção de novas modalidades de infrações tributárias, o investimento em tecnologia da informação (que permite análise de um grande volume de informações), o efetivo combate aos planejamentos tributários abusivos e a especialização das equipes de auditoria e de seleção dos sujeitos passivos contribuintes que serão fiscalizados.
Por meio das inúmeras análises e cruzamentos de dados, a fiscalização utiliza critérios técnicos para identificar o contribuinte que será fiscalizado. Portanto, se em sua empresa forem detectadas, por exemplo, inconsistências em seus arquivos SPED, em seus documentos fiscais, em sua movimentação financeira e nas demais obrigações acessórias, certamente ela será alvo da Receita.
Não há como continuar realizando essa infinidade de análises de forma manual se você já sabe que o governo precisa arrecadar e vai cruzar seus dados eletronicamente, a partir de sistemas avançados em tecnologia. É fundamental fazer uma conferência prévia com um software robusto para garantir a segurança fiscal da sua empresa.
O e-Auditor realiza auditoria fiscal online de mais de 140.000 empresas todo mês. Atente-se que é muito mais prudente e inteligente analisar suas informações e cruzar os dados da sua empresa antes de transmitir suas obrigações acessórias. Para que receber uma notificação e ficar sujeito a multas assustadoras se você pode se antecipar com o e-Auditor?
Frederico Amaral Diretor de Negócios da http://www.e-auditoria.com.br/



Comentários